terça-feira, 14 de agosto de 2012

Alternativas para reduzir o consumo de sódio


       Como explicamos na nossa postagem anterior, devemos ficar atentos ao consumo de sódio na nossa alimentação. Hoje falaremos sobre as alternativas para deixar as preparações saborosas utilizando temperos naturais. 
            Os principais são:

            AÇAFRÃO: pode ser usado em sopas, molhos e arroz.

ALECRIM: originário da Europa, possui sabor forte, aromático e picante; é utilizado em quase todas as preparações salgadas, com exceção dos peixes.

ALFAVACA: utilizada em sopas, molhos, massas, carnes e pescados.

ALHO: originário do sul da Europa, pode ser usado inteiro (dentes), fatiado ou amassado, em todas as preparações salgadas, como sopas, molhos, refogados, cozidos e ensopados.

BOUQUET GARNIER: é um amarrado de salsa , louro, tomilho e cebolinha, que se coloca nas preparações para realçar o sabor, principalmente de sopas, caldos e molhos. É retirado na hora de servir.

CARDAMOMO: originária da Índia, tem aroma forte, semelhante ao do eucalipto. É usada como tempero em sopas, carnes de porco, fígado, peixe, salada de frutas e doces.

CEBOLA: existem diferentes variedades de cor, tamanho, aroma e intensidade de sabor picante. Podem ser usadas cruas ou cozidas; quando refogadas, exalam aroma característico. Utilizada em molhos, vinagrete, arroz, carnes, legumes e verduras.

CEBOLINHA: originária da Europa Ocidental, pode ser usada em omeletes, sopas, molhos, legumes cozidos, bolinhos de carne ou de peixe, saladas, com cenouras ou batatas douradas. 

 COENTRO: originário do Oriente, é utilizado principalmente em peixes.

 COMINHO: originário do Egito e Mediterrâneo Oriental. Possui sabor forte, aromático, um tanto amargo, quente e apimentado. Pode ser utilizado em preparações com carnes, aves, sopas, queijos, pães e molhos. Também combina com couve e arroz.  

CRAVO-DA-ÍNDIA: originário das Filipinas e Ilhas Molucas, possui sabor fortemente aromático e picante. É utilizado como ingrediente de pastéis, tortas, compotas doces, pudins, bolos e pães, peixes e de assados de carne e peixes.

CÚRCUMA (açafrão-do-amazonas, açafrão da terra): é muito aromático, tem sabor delicado, levemente picante. É utilizado em ensopados, sopas, peixes, molhos, ovos, queijos, saladas e bebidas de frutas. É utilizado como substituto do açafrão, por ser de menor custo e dar o mesmo colorido.

CURRY: de origem indiana, é composto por uma mistura de até 30 ingredientes; basicamente, são: gengibre, pimenta dedo-de-moça, pimenta vermelha, canela em rama, cominho, pimenta-do-reino, cardamomo, cravo, erva-doce, cúrcuma e coentro em grãos, todos reduzidos a pó. É utilizado em carnes, peixes, ovos, frango, molho de curry, tomates recheados, sopas de peixes, moluscos, assados em geral e legumes cozidos.

         GENGIBRE (gengivre, mangaratiá, mangarataia): originário da Índia e Malásia, tem sabor doce e aroma intenso. O gengibre com casca é muito saboroso. O gengibre picado fino ou ralado pode ser usado em molhos para galinha, molho de tomate e em preparações orientais.

GERGELIM: originária do Oriente. As sementes in natura são utilizadas no preparo de pães, biscoitos, bolos, doces, tortas etc. As sementes torradas são usadas em saladas verdes ou de batata, ensopado de peixe ou frango e sopas.

 HORTELÃ: sabor característico e aroma refrescante. A variedade que mais se destaca é a hortelã-pimenta, pois é mais refrescante, sendo usada em saladas, sucos, cordeiro assado.

LOURO: as folhas podem ser frescas ou desidratadas. São usadas em carnes, peixes, aves, batata, cenoura, sopas, molhos e feijão.

 MANJERICÃO: tem sabor picante e aroma doce. É usado em pratos cozidos ou crus de tomate ou molhos (como por exemplo o pesto), saladas e preparações de cordeiro.

MANJERONA: originária do Oriente, pode ser usada fresca em saladas, preparações de carne suína e peixes.

MOSTARDA BRANCA E MOSTARDA NEGRA: os grãos inteiros podem ser usados em assados. As mostardas moídas (em pó) são utilizadas em algumas preparações com curry. Acompanha carne de porco, saladas, peixes e molhos. Suas folhas tenras podem ser consumidas cruas, em saladas ou como ingrediente de sanduíches e tortas.


 ORÉGANO: utilizado em preparações de carne, saladas, sopas, massas, molhos e vegetais.

 PÁPRICA: originária da Hungria, tem vários sabores, desde o doce até o picante. É utilizada salpicada sobre o alimento, para colorir e conferir sabor a diversos alimentos, como batata, salda, couve-flor, peixes e frutos do mar.

PIMENTA-DA-COSTA: originária da Etiópia, é bastante semelhante à pimenta-do-reino e pode substitui-la, sendo utilizada nas culinárias baiana, indígena e sertaneja.

PIMENTA-DA-JAMAICA: originária da Jamaica, Cuba e do México. Tem sabor picante, mas suave. Quando inteira, pode ser utilizada em sopas, molhos, temperos de carnes e peixes. Quando moída, é utilizada em bolinhos de carne, molho de tomate, peixes, mariscos, cenouras, pastéis, bolos, chocolates.

PIMENTA-DO-REINO: possui aroma quente e sabor picante. Na forma de grão, pode ser utilizada para sopas e carnes; já na forma moída, é utilizada em molhos, carnes, caldos, legumes, saladas e ovos.

PIMENTA MALAGUETA: cultivada principalmente na Índia,Turquia, África, México, Japão e Brasil. Possui aroma e sabor muito picantes, sendo bastante utilizada na culinária nordestina (principalmente baiana).    

SEGURELHA: originária da Europa, possui sabor forte e picante, que lembra o da pimenta. Utilizada em preparações como favas, feijões, lentilhas, grão-de-bico, além de temperar carnes, aves, peixes, sopas, ovos e saladas.

ZIMBRO: possui uma mistura estranha de sabores, podendo ser usado, quando inteiro, em carnes, caldos, cozidos e com repolho. Quando moído, em aves, caças e coelhos.

SALSA: possui folhas doces e, ao mesmo tempo, picantes. Utilizada para temperar carnes, aves, peixes, sopas e saladas.

TOMILHO: é usado, fresco ou desidratado, para dar sabor a sopas, molhos, ensopados, saladas e vegetais. 

Outra sugestão para temperar saladas é utilizar suco de limão e de laranja, bem como molho vinagrete (tomate, cebola e pimentão picados, acrescidos de suco de limão, azeite de oliva e salsa picada).

O quadro abaixo apresenta sugestões de combinações entre os alimentos/preparações e os temperos citados anteriormente:


Alimentos/preparações
Combinam com...
Arroz
Açafrão, curry, pimentão, alecrim
Assado
Alho, louro, cebolinha, açafrão, manjerona.
Carne
Louro, curry, mostarda, orégano, pimenta, cebola, hortelã, salsa.
Carneiro
Manjerona, pimenta-do-reino, cebolinha verde.
Coelho
Alecrim, gengibre, pimenta, salsa, louro, cravo.
Ensopado
Manjerona, manjericão, louro, curry, páprica.
Galinha
Cebola, manjerona, curry, pimentão-doce.
Molho de carne
Louro, mostarda, pimenta, cebola, salsa.
Ovos mexidos
Pimenta-do-reino em pó, salsa.
Ovos recheados
Cominho, orégano, salsa, pimentão.
Peixe e camarão
Louro, páprica, alho, coentro, cebola, salsa, limão, pimenta-malagueta, manjericão.
Pizza
Orégano, tomate.
Porco
Cominho, pimenta-do-reino, alho, limão, cravo.
Sopas
Orégano, tomilho, cardamomo.


 Bom apetite! 

Fontes:
Ornellas, Lieselotte Hoeschl. Técnica dietética: seleção e prepare de alimentos. Atualizado por Shizuko Kajishima, Marta Regina Verruma-Bernardi.—8.ed.rev.ampl. Atheneu, 2007.
Philippi, Sonia Tucunduva. Nutrição e técnica dietética. – 2.ed.rev.e atual.-Barueri, SP: Manole, 2006.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O consumo de sódio na alimentação



Grande parte da população brasileira consome sódio em excesso. Mas o que é sódio? É a mesma coisa que sal de cozinha?

Vamos à explicação: sal e sódio não são a mesma coisa. O sal é um ingrediente alimentar composto por cloreto e sódio, cuja fórmula química é NaCl (cloreto de sódio), sendo que quarenta por cento (40%) é constituído por sódio. Ou seja, 1g de sal de cozinha (cloreto de sódio), que equivale a 1 colher de cafezinho rasa, contém 400mg de sódio. Como o sal é muito utilizado na preparação de alimentos, ele é considerado a principal fonte de sódio da alimentação.
O sódio é um nutriente essencial ao nosso organismo no que diz respeito à regulação dos fluidos intra e extracelulares, atuando na manutenção da pressão sanguínea. Porém, o seu consumo em excesso (acima de 6g de sal por dia, ou seja 2400mg de sódio/dia) é uma causa importante de hipertensão arterial (pressão alta), de acidente vascular cerebral (AVC) e de câncer de estômago. Devido a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sódio seja de até 2000mg por dia.

      O excesso de sódio ingerido pela população se deve principalmente ao consumo de alimentos industrializados e também à adição do próprio sal durante o cozimento e à mesa.
O consumidor deve sempre estar atento ao rótulo dos produtos industrializados. Adoçantes compostos por ciclamato monossódico e sacarina dissódica são exemplos de substâncias/ ingredientes que possuem sódio em sua composição, assim como glutamato monossódico e bicarbonato de sódio. Portanto, preste atenção na lista de ingredientes dos alimentos.           
 São exemplos de alimentos que possuem altos teores de sódio: sal de cozinha, embutidos (como salsicha, presunto, mortadela), queijos, conservas, molho de soja, sopas e molhos e temperos prontos. 

 
A redução no consumo de sal pode gerar a impressão de falta de sabor para as pessoas que têm  hábito de comer alimentos salgados. Isso acontece porque as células do paladar podem levar algum tempo (até 3 meses) para ajustar-se ao sabor menos intenso do sal. Por isso a persistência é importante. Uma opção para temperar os alimentos em substituição ao sal é utilizar temperos naturais, sem sal, como: salsinha, cebolinha, orégano, manjericão, tomilho, manjerona, alecrim, curry, estragão, folha de louro, alho, cebola, coentro, entre outros.


      Outra dica para reduzir o consumo de sal é deixar o saleiro guardado, não levando-o até à mesa. 
         Atenção serviços de alimentação (em especial as padarias): a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou, em janeiro de 2012, as Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês para serem adotadas, com o objetivo de promover a redução da quantidade de sal utilizada durante o seu preparo, contribuindo assim para a oferta de uma alimentação mais saudável à população brasileira. Confiram no link a seguir: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/e3e08d8049ac92359467b66dcbd9c63c/Guia+de+Boas+Pr%C3%A1ticas+Nutricionais+para+p%C3%A3o+franc%C3%AAs.pdf?MOD=AJPERES


              Na nossa próxima postagem daremos dicas de como utilizar os diversos temperos naturais. Até logo! 

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Guia de Boas Práticas Nutricionais Pão Francês. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/e3e08d8049ac92359467b66dcbd9c63c/Guia+de+Boas+Pr%C3%A1ticas+Nutricionais+para+p%C3%A3o+franc%C3%AAs.pdf?MOD=AJPERES. Acessado em: 25 jul 2012.

Guia alimentar para a população brasileira : promovendo a alimentação saudável / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / 
Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51.








quinta-feira, 12 de julho de 2012

Julho: frutas e hortaliças

Olá!
Chegou o mês de julho! Como explicamos no mês passado, vamos consumir as frutas e verduras da época para aproveitarmos os preços, que estão mais baixos, e o melhor valor nutricional delas quando comparadas com períodos fora de safra. Veja quais são:


Abacate, coco, kiwi, laranja-pêra, lima, maçã importada, mamão papaya, mexerica, morango, nêspera, pêra, tangerina ponkan e uva importada.


Abóbora moranga, acelga, agrião, alho-poró, almeirão, batata-doce, batata-salsa/ mandioquinha, brócolis, broto bambu, cará, cebola, cenoura, cheiro verde, couve-manteiga, couve-chinesa, couve-rabana, inhame, mandioca/ aipim, mostarda, nabo, pimentão vermelho, radite e tomate.












Até logo!

Fontes:

Centrais de Abastecimento de Campinas S.A. (CEASA Campinas-SP). Alimentos de época. Disponível em: <http://www.ceasacampinas.com.br/novo/Serv_Alimentos_Epoca.asp>. Acessado em: 12 jul 2012.

Serviço Social da Indústria - SESI. Alimente-se bem com R$1,00. 6ª edição, julho/2003.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ácidos graxos interesterificados, o que são?


Olá!
Na nossa última postagem falamos sobre a gordura trans e os efeitos negativos que seu consumo excessivo traz. Hoje vamos falar sobre a interesterificação, um processo que busca uma alternativa para a substituição das gorduras trans na produção de alimentos.  
Um exemplo são algumas marcas de margarinas que possuem como ingrediente “ácidos graxos interesterificados” em substituição ao óleo vegetal parcialmente hidrogenado.

E o que é interesterificação?
A interesterificação é um processo que procura obter óleos e gorduras em consistência adequada para a produção de alimentos com baixos teores e até mesmo  ausência de ácidos graxos trans.
           
E quais são os seus efeitos na saúde?
Ainda há poucos estudos sobre o tema. Dentre eles, destaca-se o de Sundram, Karupaiah e Hayes, realizado em 2007, nos Estados Unidos. Este estudo avaliou os efeitos dos ácidos graxos interesterificados nos níveis de colesterol, de triglicerídeos, de glicose (glicemia) e de insulina no sangue.
No estudo, foram comparados 3 grupos de pessoas que receberam dietas diferentes:
- O grupo A recebeu dieta contendo óleo de palma (rico em gordura saturada)
- O grupo B recebeu dieta contendo óleo de soja parcialmente hidrogenado (rico em gordura trans)
- O grupo C recebeu dieta contendo gordura interesterificada
Essas pessoas foram acompanhadas durante 4 semanas e os resultados foram os seguintes:
         
           - Os níveis de HDL colesterol (“bom colesterol”) foram menores nos grupos B e C quando comparados com o grupo A
            - Os níveis de LDL colesterol (“mau colesterol”) foram maiores no grupo B quando comparado ao grupo A. Não houve diferença significativa entre o grupo A e C.
            - Em relação a glicemia de jejum e insulina no sangue, os resultados mostraram que a gordura interesterificada e gordura trans causaram efeitos desfavoráveis, assim como a gordura interesterificada causou efeitos desfavoráveis na glicemia após as refeições.



       É importante lembrar que o consumo de gorduras saturadas deve ser moderado - o estudo em questão não incentivou o seu consumo, apenas utilizou esse tipo de gordura para comparar com a gordura trans e com a gordura interesterificada.
Mais estudos são necessários para avaliar os efeitos das gorduras interesterificadas antes do uso indiscriminado de alimentos com esse tipo de gordura.


Fontes:

RIBEIRO, A.P.B.; MOURA, J.M.L.N.; GRIMALDI, R.; GONÇALVEZ, L.A.G. Interesterificação química: alternativa para obtenção de gorduras zero trans. Quím. Nova, São Paulo, v. 30, n. 5, Out. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422007000500043&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 29 Junho 2012.
SUNDRAM, K.; KARUPAIAH, T.; HAYES, K.C. Stearic acid-rich interesterified fat and trans-rich fat raise the LDL/HDL ratio and plasma glucose relative to palm olein in humans. Nutr Metab. 2007;4:3. Disponível em: <http://www.nutritionandmetabolism.com/content/pdf/1743-7075-4-3.pdf>. Acesso em: 02 Julho 2012.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES – SBD. Implicações Metabólicas das Gorduras Interesterificadas – Resultados Iniciais. Por Dr. Caio Eduardo G. Reis. 1 de Janeiro de 2009. Disponível em: <http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/nutricao-e-ciencia/470-implicacoes-metabolicas-das-gorduras-interesterificadas-resultados-iniciais>. Acesso em: 5 jul 2012.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Entendendo a gordura trans

Hoje em dia muito se fala sobre o elevado consumo de gordura trans e seus malefícios. Mas...

O que são as gorduras trans?

São um tipo de gordura obtido principalmente do processo de industrialização de alimentos, a partir da hidrogenação de óleos vegetais (que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente). São constituídas por ácidos graxos trans.
Podem ser formadas quando o óleo utilizado em frituras atinge temperaturas muito altas e é reutilizado por um longo período.
         Também estão presentes naturalmente em produtos de animais ruminantes como a carne e o leite, em pequenas quantidades.

Para que servem?

As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial servem para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

Por que elas fazem mal à saúde?

O consumo excessivo de gordura trans causa o aumento dos níveis sanguíneos de colesterol total e de LDL-colesterol ("colesterol ruim") e diminuição de HDL-colesterol ("colesterol bom"), aumentando assim o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Considerando o consumo na gestação verificou-se o aumento do risco de pré-eclâmpsia. 
   Pode ainda influenciar negativamente no desenvolvimento fetal e infantil (a gordura trans pode ser transferida da mãe para o feto pela placenta e depois pelo leite materno).





Qual a quantidade de gordura trans posso ingerir?

A recomendação é que se consuma o mínimo possível, não ultrapassando 2 gramas por dia.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?

Principalmente os alimentos industrializados, como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e as preparações que utilizem estes ingredientes.



Como saber a quantidade de gordura trans de um produto?

            Através da leitura do rótulo, verificando se há ingredientes ricos em gorduras trans.
A legislação brasileira permite que quantidades iguais ou inferiores a 0,2g de gordura trans na porção possam ser declaradas como "Não contém gordura trans" ou "0g" no rótulo. Muitas vezes, o consumo desses alimentos é superior a uma só porção ou são consumidos diferentes alimentos com quantidade igual ou inferior a 0,2g de gordura trans na porção várias vezes durante o dia.

Por isso, fique atento!

   Evite alimentos cujos rótulos mencionam "gordura hidrogenada", "gordura vegetal hidrogenada”, “gordura parcialmente hidrogenada”, “óleo vegetal hidrogenado”, “óleo vegetal parcialmente hidrogenado" na sua lista de ingredientes.

   Substitua a gordura hidrogenada por óleos vegetais, como o de soja, o de milho, o de canola e o de girassol.
    
      Ao utilizar o óleo de soja (por exemplo) para fritar um alimento, evite o uso acima de 50 horas e com temperaturas superiores a 180°C. E lembre-se, a ingestão de óleos e gorduras deve ser moderada!

Fontes:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Você conhece a gordura trans? Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/alimentos/gordura_trans.pdf>. Acesso em 28 jun. 2012.

BALBINOT, E.L.; ARENHART, C.P.B.; PROCHNOW, L.R.; BLASI, T.C. A interesterificação como alternativa às implicações nutricionais negativas das gorduras trans. Disciplinarum Scientia. Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 10, n. 1, p. 31-44, 2009.

Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

SANIBAL, E.A.A.; MANCINI FILHO, J. Perfil de ácidos graxos trans de óleo e gordura hidrogenada de soja no processo de fritura. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 24, n. 1, mar. 2004 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612004000100006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 28 jun. 2012.

TINOCO, S.M.B.; SICHIERI, R.; MOURA, A.S.; SANTOS, F.S.; DO CARMO, M.G.T. Importância dos ácidos graxos essenciais e os efeitos dos ácidos graxos trans do leite materno para o desenvolvimento fetal e neonatal. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro,  v. 23,  n. 3, mar.  2007 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000300011&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em  28  jun.  2012.  

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vamo pro arraiá gente!



A origem da festa junina possui duas versões: a primeira diz ser devido às festividades ocorrerem no mês de junho e a outra versão explica que esta festa tem origem em países católicos europeus, sendo em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

Segundo historiadores, a festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses, durante o período colonial. Recebeu grandes influências da cultura portuguesa e espanhola (dança de fitas), francesa (passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia foram acrescentados às quadrilhas) e chinesa (fogos de artifício).

A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), o milho, o jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula.   

No Brasil ainda são homenageados três santos católicos: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29).

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte das preparações típicas é feita deste alimento, como: pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca e bolo de milho.

       Além das receitas com milho, também fazem parte: arroz doce, bolo de amendoim, pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Confira abaixo algumas receitas:


Bolo de Milho Verde

Ingredientes:

- 2 e ½ xícaras (chá) de milho verde cru
- 2 e ½ xícaras (chá) de leite desnatado
- 2 colheres (sopa) de óleo de soja
- 3 ovos
- ½ xícara de açúcar
- 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

1. Bata todos os ingredientes em um liquidificador.
2. Unte uma forma com óleo de soja e leve o bolo para assar em forno quente.




Broinhas de Fubá Mimoso

Ingredientes:

- 2 xícaras (chá) de leite desnatado
- 2 colheres (sopa) de óleo de soja
 ½ colher (café) de sal
- 3 ovos
- Fubá mimoso o quanto baste

Modo de preparo:

1. Esquente, no fogo, o leite com o óleo e o sal.
2. Quando começar a ferver, adicione o fubá, mexendo sempre, até ficar um angu em ponto duro.
3. Deixe esfriar e sove a massa com os ovos.
4. Para fazer cada broinha, ponha um pouco de massa numa xícara forrada com fubá, sacudindo-a.
5. Asse em assadeira untada e forrada com fubá, em forno regular.

Nota: Podem ser adicionadas sementes de erva-doce a esta receita.



Curau de Cenoura e Milho (diet) 
Rendimento: 8 porções

        Ingredientes:
   
        - 1 cenoura média cozida
        - 1 lata de milho verde em conserva escorrido
        - 3 xícaras (chá) de leite desnatado
        - ½ xícara (chá) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
        - 1 embalagem de gelatina em pó incolor sem sabor
        - 4 colheres (sopa) de água
        - 1 colher (chá) de canela em pó

          Modo de preparo:



        1. Bata a cenoura, o milho, o leite e o adoçante no liquidificador e passe a mistura por uma peneira.
        2. Leve ao fogo e, quando ferver, mexa por 5 minutos. Hidrate a gelatina na água fria e adicione à mistura.
        3. Mexa, retire do fogo e coloque o curau em um refratário. Salpique a canela e espere esfriar. Deixe na geladeira para firmar. Corte e sirva.


Informações Nutricionais
1 porção = 1 pedaço = 50 g
Calorias: 58kcal
Proteínas: 3,2 g
Gorduras totais: 0,4 g
Carboidratos: 10,2 g
Fibras: 1,3 g
Sódio: 97 mg
Gorduras saturadas: 0,1 g
Colesterol: 1 mg

Equivalência da porção: 1 fatia de pão de forma ou 1 minipão francês (25 g)



Quentão sem álcool

Ingredientes:

- 500 ml de suco de uva
- 500 ml de água
- 1 colher de sobremesa de gengibre ralado
- 1 canela em pau pequena
- 3 cravos

Modo de preparo

1. Coloque em uma panela todos os ingredientes. 
2. Leve ao fogo mexendo sempre e deixe ferver.



Fontes:

A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências. Publicado em 15/05/2010. Disponível em: <http://www.brasilcultura.com.br/cultura/a-origem-da-festa-junina-no-brasil-e-suas-influencias/>. Acessado em: 19 jun 2012
Adaptado de “Bolo de Milho Verde”, Livro Dona Benta: Comer Bem; -76. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2004. p.814 
Adaptado de “Broinhas de Fubá Mimoso”, Livro Dona Benta: Comer Bem; -76. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2004. p.840
Sociedade Brasileira de Diabetes. A Tradição das Festas Juninas. Por Dra. Maria Goretti Burgos (Nutricionista Membro do departamento de Nutrição da SBD 2010/2011). Disponível em: http://nutricao.diabetes.org.br/alimentacao-saudavel/1555-a-tradicao-das-festas-juninas. Acessado em: 5 jun 2012
Sociedade Brasileira de Diabetes. Curau de Cenoura e Milho. Disponível em: <http://nutricao.diabetes.org.br/receitas/1548-curau-de-cenoura-e-milho>. Acessado em: 5 de junho de 2012.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Junho: frutas e hortaliças


    Olá! 
   Chegamos ao mês de junho! Aproveite para consumir as frutas e hortaliças da época que, além de estarem com preço mais baixo, apresentam melhor valor nutricional quando comparadas com períodos fora de safra. São estas: 


    Abóbora, acelga, agrião, alho, almeirão, batata-doce, batata-salsa (mandioquinha), brócolis, cará, cebola importada, cenoura, chuchu, couve-manteiga, couve-flor, couve rabana, espinafre, gengibre, inhame/taiá, jiló, mandioca (aipim), maxixe, mostarda, moyashi, nabo, pimenta, pinha, pinhão, repolho, rúcula, salsa e tomate.  



    Abacate, banana-caturra, banana-maçã, banana-prata, caqui, coco, figo, jaca, kiwi importada, laranja pêra, limão, mamão, maracujá azedo, morango, pêra importada, tangerina cravo, tangerina murcote, tangerina poncã e uva importada.


Fonte:
Centrais de Abastecimento de Campinas S.A. (CEASA Campinas-SP). Alimentos de época. Disponível em: <http://www.ceasacampinas.com.br/novo/Serv_Alimentos_Epoca.asp>. Acessado em: 5 jun 2012.
Serviço Social da Indústria - SESI. Alimente-se bem com R$1,00. 6ª edição, julho/2003.